terça-feira, 9 de novembro de 2010
ainda me lembro como fosse ontem.
Estava perdido em sonhos, até ouvir um estrondo ao fundo da casa. Acordei, e tinha sido apenas um gato. Olhei para a janela, chuvia torrencialmente, encostei-me ao vidro da janela, e vieram-me recordações "absordas" . Lembrei-me das coisas como fossem ontem, lembro-me de chorar baba e ranho, de ver a mãe destruçada e triste sem saber o que fazer, com dois filhos nas mãos. O que tu fizeste, nunca terá um único perdão. Muito que eu queira, nunca foste um pai em condições. Sonhava, que ias ser o meu herói, que me ias proteger do bem e do mal, mas afinal enganei-me. Decidiste abandonar, preferiste outra vida, uma vida onde tinhas tudo. Para ti o dinheiro correspondia a felicidade, o amor para ti eram carros, putas, e entre isso... Tenho a certeza, que no futuro irás bater-me há porta a pedir ajuda, aí farei totalmente a mesma coisa que fizeste connosco, lixar-me para ti. Fazer com que nunca tivesses existido. Sempre sonhava ter uma familia perfeita, sem separações, sem discussões, chegar ao Natal, e ter a árvore de Natal rodeada de amor e carinho. E agora? O que é que vou ter? Vou ter tristeza, separações. Nem no dia dos meus anos, te dás ao trabalho de me dar os parabéns. Infelizmente, não te considero meu pai. Só és pai biológico, mais nada. Se me voltares á aparecer há frente, serás humilhado como nunca foste antes. Este amor, de filho por pai, morreu desde do momento que saíste de casa, sem dar justificações. Para mim, morreste.
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